A Sinfonia da Vida

Muitas pessoas querem saber "qual é o significado da vida", ou se questionam sobre "qual a essência que a compõe"... Eu, todavia, me atrevo a responder digo que a vida é feita de relacionamento. Para mim, viver é estar com o outro, é andar com o outro, aprender com o outro, ensinar o outro, enfim, viver é igual a se relacionar.
Por este viés que é a vida, doamos um pouco de nós a cada pessoas que passa em nosso caminho: doamos respeito, carinho, amor, cuidado, idéias, valores, impressões, ou seja, literalmente deixamos um pouco de nós em cada pessoa. E neste ato de doação, nós revelamos quem somos e qual a essência que hábita em nós. Com isso, não somnte passamos a ser reconhecidos pelas pessoas, como, também, passamos a nos conhecer mais, por isso nos tranformamos dia após dia na esperança de sermos gente melhor.
No entanto, nosso ser não é somente feito e moldado pelo que doamos, mas também pelo que recebemos, pois cada pessoa deixa, da mesma forma, uma parcela dela em nós: recebemos jeitos, manias, idéias, valores, amor, respeito...
Nesta sinfonia e sincronia de dar e receber, ao longo de um tempo, algumas pessoas ganham tanto destaque dentro de nós que estas passam a ocupar o "rol das pessoas especiais" que cada coração tem.
E você, Jesus, conseguiu ser uma dessas pessoas para mim. No pouco tempo em que nos conhecemos (porém sempre conhecido pelo Senhor), doei um pouco de mim a você, entretanto, recebi muito mais do Senhor. Cada olhar cheio de brilho e de profundidade, cada sorriso, cada idéia e gesto, seu carisma discreto, mas tácito, me fez perceber que vale muito mais a pena "ser" do que se "dizer ser". Com este seu jeito de lidar com a vida, vi que ser forte é reconhecer que não somos indeléveis o quanto pensamos. Além disso, você nunca escondeu de mim que é uma pessoa que carinhosa e cuidadosa com os demais.
Resumindo: você conseguiu, neste pouco tempo, ser alguém em que vale a pena dizer e anunciar a todos que você é alguém "Formidável".
"Na vida podemos amar e conhecer muitas pessoas, mas somente algumas vão para um lugar especial em nosso coração, e você, é uma delas".
É por causa de pessoas assim, iguais a Ti, que a sinfonia da vida é a mais bela dentre todas as melodias!
Receba meu beijo e meu carinho,
Victor
Nunca abandone um grande amor
Cada dia que passa, fico mais triste e mais preocupado com as atitudes dos atuais candidatos a missionários; e me entristeço, pois já ouvi muitos declararem que abandonariam suas famílias, por “amor” a Deus; já ouvi, confessadamente, de “crentes que têm surtos messiânicos” dizerem que estariam dispostos a abandonar filhos e esposas ou maridos para cumprirem um suposto propósito ou mandamento divino; porém, mal sabem estes que, os tais que assim crêem, nada têm de Deus e nem compreendem o real significado do grande mandamento, que é o único propósito de Jesus em nós, conforme nos escreveu João: o amor.Este é, geralmente, o espírito que ronda a cabeça da maioria dos missionários: amam os distantes, mas aborrecem e abandonam os que estão próximos. E praticam tais atos, porque o foco destes está em “coisas” e não em “pessoas”. Como assim? Explico: a maioria dos “Messias de plantão” prega com a finalidade de cumprir um chamado (coisa); prega-se com a finalidade de “evangelicalizar” o mundo (coisa); prega-se como garantia de salvação própria (coisa); enfim, a motivação da pregação deles é tudo menos as pessoas. O fato é que somos profetas de sonhos exagerados, como disse Jung Mo Sung, pois queremos ganhar o mundo inteiro, mas nos esquecemos que
para fazer algum bem neste mundo e sentir-se parceiro da construção de um
mundosolidário, basta alentar, com fruição profunda, sonhos modestos que ao
MENOSALGUMAS PESSOAS possam compartir conosco..
Isto nada mais é que o efeito daquilo que muitos se tornaram: crentes da “letra” e não da “Palavra”. Faz-se tal confusão, porque os tais amantes de Deus (mas que na verdade são amantes da letra) julgam tudo pela letra do texto.
Na única vez em que Jesus fez tal menção, em Mt 19, julgam os tais que, abandonar pai e mãe é no sentido literal; entretanto, Ele só quis ensinar que devemos abandonar as coisas contrárias ao evangelho, e nos apegar as coisas do evangelho. Mas mesmo no caso de a família tentar nos embaraçar nas questões propostas por Jesus, o abandonar é ultima das opções; se bem que, se vivermos realmente as questões do Evangelho, acho muito difícil uma família reclamar ou colocar empecilhos: nunca vi um pai e uma mãe brigarem com um filho por ele ser amoroso, bondoso, misericordioso e etc.
Pela história da igreja o que se vê é o seguinte: eram as famílias que abandonavam as pessoas que seguiam o "Caminho", mas nunca se vê os que seguiam o "Caminho" abandonarem alguém!
Sendo assim, o que se observa no trecho do “mancebo de qualidade”, é que a única e exclusiva finalidade de mostrar tal ensinamento é que quem ama qualquer outra “coisa” que não seja “pessoas”, este não conhece a Deus, ainda que cumpra seus mandamentos. Portanto, não vejo o Mestre promovendo o abandono, pelo contrário, vejo-o dizendo o que disse, pois sabia Ele que: se alguém o amasse a mesma medida com que se ama pai e mãe, este sim seria digno dele... Porque quem assim O amasse, nunca abandonaria alguém, pois o Senhor nunca assim agiu; quem assim O amasse, sabia Ele que quando seus discípulos vissem um necessitado, ajudariam; Ele sabia que quem assim O amasse, discernira que quem abandona qualquer pessoa, jamais seria chamado de filho de Deus; o Mestre sabia quem assim O amasse, saberia que qualquer mudança deve-se começar em primeiro pelos de dentro de suas casas... Ora, se Jesus quisesse promover o abandono de pai, mãe, irmãos, amigos e etc., por que antes de morrer ele disse a João para cuidar e não abandonar sua mãe?
Os que se apegam a literalidade e aplicam em suas vidas, menosprezando, assim, as considerações do contexto, muitas vezes, acabam pervertendo o maior mandamento que é o amor, e este mandamento nos constrange a ir até as ultimas conseqüências por alguém, ou seja, a morrer por quem se ama. E se não amamos ou abandonamos os de dentro de nossas casas, como poderemos amar alguém de fora?
Por isso lhe pergunto: porque estes que julgam tudo pela literalidade e não discernem o Espírito da Palavra, não cortam suas mãos quando se masturbam, ou quando trapaceiam os outros, ou quando ferem e roubam o próximo, ou quando cobram os dízimos como impostos, conforme Jesus disse: se tua mão te escandalizar, corta-a e lança-a para longe de ti? Porque os que dizem tais coisas não arrancam os olhos quando observam o corpo de uma mulher, ou quando cobiçam as coisas do outro, se os olhos os fazem pecar?... Porque estas pessoas não fazem tais coisas se o que Jesus disse é literal? Ora, não fazem isso porque são fariseus, e muitos ensinam coisas que eles mesmos, no intimo, não acreditam ou jamais fariam.
Por isso lhe pergunto: porque estes que julgam tudo pela literalidade e não discernem o Espírito da Palavra, não cortam suas mãos quando se masturbam, ou quando trapaceiam os outros, ou quando ferem e roubam o próximo, ou quando cobram os dízimos como impostos, conforme Jesus disse: se tua mão te escandalizar, corta-a e lança-a para longe de ti? Porque os que dizem tais coisas não arrancam os olhos quando observam o corpo de uma mulher, ou quando cobiçam as coisas do outro, se os olhos os fazem pecar?... Porque estas pessoas não fazem tais coisas se o que Jesus disse é literal? Ora, não fazem isso porque são fariseus, e muitos ensinam coisas que eles mesmos, no intimo, não acreditam ou jamais fariam.
A verdade em questão é o ato de confundir amor e dedicação a Deus, como dedicação a igreja, ou ao propósito, ou ao chamado, ou a quaisquer outras coisas; a verdadeira religião sempre impulsiona para o próximo e não para coisas; esse é o evangelho do bom samaritano: enquanto o sacerdote apenas amava ao deus da religião (coisa), pois ao ver um homem (pessoa) caído o deixou, o samaritano, porém, deixou a religião (coisa) para se dedicar ao próximo (pessoa), e com isso encontrou Deus no lugar certo: no amor e no próximo.
Precisamos aprender que o amor está sempre acima de tudo... Aprenda que nesta vida só o amor vale a pena, por isso ame com todas as suas forças pai, mãe, irmãos, amigos, esposo, esposa, vizinhos e a todos os distantes que puder, mas sem exagero; e, nesta simplicidade de amor, é que o Deus verdadeiro está presente, pois quando amaste a um destes pequeninos a mim o amaste!Nunca abandone as pessoas próximas a você, pois assim fazendo, você terá resultados maiores do que pensa.
Pense nisto!
Nele, que AMOU seu ÚNICO Filho, e foi por este simples ato, sem exagero, que o mundo inteiro pode ser alcançado e reconciliado.
Victor
Cadernos
Eu nunca entendi muito bem meu fascínio por cadernos. Lembro-me como se fosse hoje que todo dinheiro ganho usava para comprar cadernos – adorava escrever ou tentar escrever poemas, narrações e dissertações.Cadernos sempre me fascinaram. De quantas matérias fossem, tinha-os todos. De brochura ou não, com arame ou sem arame, cadernos sempre fizeram minha cabeça. Uma das atividades que mais gostava era escrever sem propósito nenhum. Não havia um assunto determinado ou metas a atingir, naquelas horas não me apegava a objetivos.
Cadernos por muito tempo foram meus companheiros. Não foram poucas as vezes que a minha rua estava cheia de crianças, brincando das mais diversas brincadeiras, enquanto eu preferia ficar em casa, sentado na beira da cama, com um caderno e um lápis nas mãos e escrevendo sobre qualquer coisa.
Consagrei meus cadernos ao exercício da confissão. Nos poucos que me restam ainda hoje, posso ver minha caligrafia em desenvolvimento - pra não dizer horrível - e algumas frases como: Amar é viver, viver é amar...
Vez por outra sou questionado porque blogo (escrever num blog); estou me acostumando a responder que fiz do meu blog meu caderno; de pronto as pessoas não entendem, mas logo elas entendem, quando digo que antigamente era neles que poetizava, dissertava, narrava, enfim, como nos cadernos de minha infância, meu blog é meu confidente, meu amigo, um púlpito, um caderno aberto a todos, a fim de influenciar e ser influenciado.
Escrever é um pouco nostálgico; quando escrevo me sinto menino. É curioso, mas ao passo que relembro minha infância, tenho, despertado em mim, um desejo enorme por cultura, isto é, um bom livro, uma excelente música, uma poesia brilhante, um ótimo filme ou curtir uma boa peça de teatro; não sei não, mas quanto mais o tempo passa, mais acredito que sensibilidade é coisa de criança, adulto é muito chato. Dentre tantas descobertas, descobri que escrever faz pensar, portanto, esse é um dos melhores atos para a liberdade.
Escreva, experimente a liberdade,
Will
Onde não há cruz, não há vida
Uma das maneiras mais eficazes para o diagnóstico de uma doença é a análise do que há de excesso e do que há de escassez no organismo, ou seja, o que há demais e o que há de menos são fatores cruciais para determinar a enfermidade e o estado de um paciente.Olhando o movimento evangélico, logo detectamos um “ser doente” e em estado terminal. Os excessos são inumeráveis: emocionalismo alienante, teorizações inúteis e etc. Mas com certeza o que mais castiga este movimento são as faltas – talvez por “faltar” é que existe tanta heresia neste movimento, portanto tantos excessos. Falta fé, verdade, paz, sobriedade, solitude, transparência, silêncio, evangelho, graça, perdão, misericórdia e acima de tudo CRUZ.
Não me apego a símbolos – apenas representam, não podem solucionar -, mas quando falamos de cruz, falamos de Cristo – seguindo o silogismo –, portanto, se falta cruz ao movimento evangélico, falta Cristo e se falta Cristo, esse movimento está muito longe de Deus. A consciência da cruz incomoda e dizer que nela estão satisfeitas todas as necessidades do homem é, para os alienados, simplismo exacerbado; na verdade o movimento evangélico quer mais: quer poder orar e pedir, pedir e pedir; quer poder fazer campanhas, a fim de obter porta de emprego aberta, salvação de parente, cura de doença - conheço poucas que fazem campanhas de amor, solidariedade, fraternidade e etc.-; quer poder recolher dízimos dos crentes sob a alegação da mão-pesada-de-Deus ou da retribuição (toma lá, dá cá); isso e muito mais, menos cruz, afinal sofrimento, morte, sangue, não coadunam com cristãos-pós-modernos – e eu sempre ouço dos marajás evangélicos: “devemos lutar para o mundo não entrar na igreja”.
A morte do movimento evangélico está próxima e isso não significa extinção, mas ineficiência, improdutividade, incapacidade, irrelevância e ignorância para com o evangelho; quanto mais o tempo passa, mais ele não tem nada com a igreja santa de Cristo, portanto distante de Deus, da cruz e da vida. O antídoto para esta ferida mortal é a cruz, isto é, reconhecimento seguido de ação em favor da consciência de que lá – ou aqui – estão satisfeitas todas as necessidades do homem, estando ele ou não em Deus. Sem cruz não há ressurreição, tão logo, sem morte, não há vida, não há sacrifico, não há perdão, e sem perdão todos estamos mortos.
Por fim, as palavras do Apóstolo Paulo são “cruéis” com o movimento evangélico:
Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente, nem
com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus.
Pois decidi
nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com
fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês.
Minha mensagem e
minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de
sabedoria, mas
consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a
fé que vocês
têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus. (1 Co 2:1-5)
Em Cristo, o Deus na cruz,
Will
Sobre reconciliação
Com o tempo nos apegamos aos pecados. Deixamos de olhar as pessoas; ficamos vidrados nas transgressões. Esquecemos o ser, esquecemos a vulnerabilidade humana, seu estado decaído, e nos “apaixonamos” pelos pecados.Dizem por aí – o que não discordo – que Deus ama o pecador e abomina o pecado, mas por que tanto apego ao pecado em detrimento do pecador? Por que perdemos tanto tempo denunciando o pecado esquecendo-nos do pecador? Não é muita incoerência?
O Deus da reconciliação – revelado por/em Oséias – condena o pecado, mas ama e absolve o pecador, denuncia o erro, a idolatria, o afastamento, mas seu intuito é reaproximar e reconciliar.
Para nós humanos a reconciliação é reconhecimento. Conscientes de que erramos e erraremos, reconciliar é questão de inteligência, afinal quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra.
No Deus de Oséias temos um ser que trabalha a favor da reconciliação; não se cansa e não desiste – essa é a “marca” do amor invencível de Deus. Este amor é o que Ele deseja comunicar a nós, a fim de que hajamos como Ele; portanto, quando o homem reconcilia, age como Deus; “torna-se” Deus para o outro.
Qual é o nosso chamado em Cristo? Se não o de acreditar, viver e compartilhar o amor – e, portanto a reconciliação?
Deixemos o entorpecimento do pecado, do erro ou do vacilo, e, em favor do amor, voltemos atrás e digamos como o Deus-amado-traído-reconciliador em Oséias:
“Eu a plantarei para mim mesmo na terra; tratarei com amor aquela que chamei Não-amada Direi àquele chamado Não-meu-povo: Você é meu povo; e ele dirá: 'Tu és o meu Deus’." (Os 2:23)
Em Cristo, o Deus da reconciliação,
Will
(Baseado no segundo capítulo do livro do profeta Oséias).
O que pensamos sobre oração
Muita gente vive em pleno estado de busca neurótica para acertar “no jeito de orar” a Deus. Pessoas querem saber qual a diferença entre reza e oração (se é que existe); ficam interessadas em aprender a orar, pois buscam processos e fórmulas que façam à mão de Deus de se movimentar em nosso favor... Enfim, vivemos num mundo onde oração cristã, nem é reza e nem é oração, é apenas um emaranhado de palavras que formam um suposto diálogo entre o orante e o ser a quem se dirige a oração, mas que, literalmente, não significa nada!
Orar para Jesus contém outros processos e outros contornos que são, em suma, muito diferentes do que temos visto e ouvido hoje, e isso é perceptível no sermão da montanha, em Mt 6 v 5-14. Neste texto, Jesus não está interessado em ensinar uma fórmula ou um “jeito certo” para seus discípulos orarem ao Pai; não é este o seu interesse! O interesse do Mestre é apenas mostrar qual o espírito que deve conter nossa oração, e assim, fazer oposição ao que se era praticado pelas pessoas de sua época.
Jesus só queria ensinar três coisas:
1. Quando você se dispuser a orar a Deus, não o trate como um ídolo: Temos sempre a facilidade de tratar Deus nestas categorias. E isso é visto sob 2 aspectos:
a) Se deixarmos nosso ser se impregnar pelo espírito da religião farisaica, sempre que nos curvamos para orar nos apresentaremos diante Dele por meio da oração com nossas justiças e obras, pois pensam os tais que Deus é um ser que cobra o desempenho de suas criaturas. Era esse o espírito que motivava os fariseus orarem nas praças em alta voz, para mostrar aos pecadores com qual justiça se deve apresentar a Javé.
b) Quando deixamos nosso ser se influenciar pelo espírito pagão, sempre que nos curvarmos para orar faremos longas orações para que, quem sabe, o Senhor nos ouça. É por isso que os gentios, disse Jesus, faziam longas orações, porque pensavam que por muito falarem seriam ouvidos.Agora me diga se não é com este espírito que nos curvamos para orar ao Senhor? Veja se este não é o retrato do pensamento evangélico atual?
2. Quando você se dispuser a orar a Deus, que a sua vida seja a sua oração: este é o grande cerne do texto de Mateus 6, foi por isso que Jesus concluiu a oração do Pai Nosso dizendo: porque se vós não perdoardes uns aos outros também vosso Pai não vos perdoará. Por esta conclusão vê-se claramente que a minha vida deve ser minha oração, pois mais importante do que Deus ouvi-la é Ele ver se a minha oração condiz com aquilo que vivo. Com este conceito de Jesus, alarga-se a suposta dedução de oração repetitiva, chamada de reza, por dois simples motivos:
a) As pessoas repetem suas orações porque não vivem uma vida de confiança e segurança em Deus: os gentios sempre usam vãs repetições, porque estes andam sempre tão solícitos pelo amanhã, que acham que ganha as coisas de Deus pela força e não por Graça... é a velha história do “eu confio, Senhor”, mas não deixo de fazer uma “fezinha” extra.
b) As pessoas repetem suas orações porque sempre oramos pedindo a Deus coisas fúteis. Se ouvirmos as orações de muitos “querentes”, são verdadeiras petições que mais satisfarão nosso ego do que acrescentarão no nosso caráter.Sendo assim, não importa a quantidade de palavras que você usa em uma oração e não importa se você repete trechos e vocabulários, se tudo o que você orar for à verdade de sua vida, Deus sempre lhe ouvirá. Agora você pode fazer tudo isso: mudar palavras, usar formas diferentes para orar, e fazer mais um monte de coisas que, se isso não for a verdade de sua vida, Deus não lhe ouvirá.
3. Quando você se dispuser a orar a Deus, encha seu coração de toda a verdade do Evangelho: quem assim faz suas orações sempre serão atendidas, pois não há como ter um coração cheio do Evangelho e pedir a Deus algo que não esteja dentro de sua vontade. (1 Jo 5)Assim, meu amigo, veja por você mesmo nos Evangelhos se não foi isso que Jesus ensinou, e se você orava de maneira diferente disso, mude já, Deus está com imenso desejo de que você volte a conversar com Ele. Creia no Evangelho e mude hoje.
Nele,Que não que não tem prazer em ver nenhuma oração formulada, mas, antes, se alegra em orações cheias de Espírito e Vida,
Victor.
Outra Espiritualidade
Mudei meu conceito de espiritualidade. Não vislumbro espirituais somente pela exteriorização das emoções, dons, ou qualquer outro paradigma (im)posto pela religiosidade.Cansei de pautar minha vida pelos estereótipos religiosos – eles enganam, e como enganam.
A igreja de Corinto, pelo menos nos tempos do apóstolo Paulo, podia ser facilmente considerada a mais espiritual de todas as igrejas existentes. Cheia de dons, é para hoje uma igreja modelo – nos moldes néo-pentecostais e pós - modernos. Mas Corinto estava morta, fedia carniça. Os santos que ali viviam já estavam sufocados, quase que morrendo. Esperável, pois, os olhos da religiosidade, que pensa espiritual, aquilo que vem de cima para baixo e não o que se dá de fora-pra-dentro-fora, não conseguem ver frutos, somente casca, seus moldes não vislumbram a raiz, somente o casco.
Espiritualidade nada mais é do que a verticalidade e a horizontalidade da cruz, reverberadas à vida humana, ou seja, minha relação comigo, com o outro e com Deus. Portanto, não me iludo mais com manifestações estéreis.
Quero viver a vida com veemência; quero exercer meu ministério de ser jovem sem medo de ser feliz; quero louvar a vida com choros, risos, lágrimas e gargalhadas; quero jogar bola e saber que assim agrado a Deus, simplesmente por que vivo; quero curtir músicas sem o tal papinho de música do mundo e música de Deus – prefiro Lenine à teologia da prosperidade da marca da promessa que não te deixa perder -; quero exercer os dons do Espírito no ambiente das relações; não quero poder pra chorar ou pra rir, quero mesmo é poder saber chorar e rir; quero pregar Cristo amando o outro sem medidas; quero desenvolver o fruto do Espírito fora dos ambientes religiosos; quero escrever sem medo e sem receio; quero aprender a apreciar a arte, a natureza e a criação; quero literatura, música, teatro, cinema – tenho sede de arte-; quero poder querer sabendo que só de querer alegro o coração do Altíssimo Deus; se isso alcançar, serei o mais espiritual dos homens, porque acreditei em mim, no outro e em Deus, isso sim é ser espiritual.
Em Cristo, a espiritualidade perfeitamente encarnada,
Will
(Baseado na 1ª lição de EBD, do segundo trimestre de 2009)
A vida é o fim
Até o triunfo de Cristo, deparar-se com a morte era encontrar o fim. A morte, até mesmo mais que a vida, para os antigos, era a coisa mais mística que existia – ou que fazia deixar de existir. Alguns temiam, outros admiravam e assim a morte tornou-se numa elegante senhora misteriosa.
Na ressurreição Deus se revelou a favor da vida. Nela todas as coisas, em Cristo, tornaram-se potencializadas de vida. Sai a morte e entra a vida – para ficar.Com a ressurreição a morte deixou de ser o fim, e tornou-se apenas um intervalo. Agora, início e fim se dão no ambiente da vida. As coisas não mais se acabam, apenas param; não mais se desfazem, apenas suspendem-se.
Essa é a mensagem da graça. É a revelação na Páscoa; que é Cristo, que é cruz, que é ressurreição, que é vida e, portanto, esperança. Nele, as coisas não acabam, as pessoas não se desfazem. Nele, todo fim é uma questão de tempo, nada acaba, tudo renasce; pois na criação a eternidade encontra seu par, sua imagem, sua semelhança, sua alma, seu coração.
Nele, que é a vida,
Will
Maquiavel era crente?

Uma das mais conhecidas frases maquiavélicas é:
"Os fins justificam os meios".
O lamentável é que esse tem sido o lema de muitos evangélicos em tempos pós-modernos. A proposta é simples: não importa como se prega o evangelho, o importante pregá-lo. Dizem que este é um princípio pregado por Paulo em sua Carta aos Filipenses (FP 1: 18); esse é o resultado que se tem quando se desconhece a dialética paulina.
Paulo foi um exímio apóstolo, em sua dialética, vez por outra se valia de uma certa proposta ascendente, isto é, Paulo mostrava – aparentemente defendia – o ruim, a fim de obter a percepção do que é bom. (1 Co 15:29)
Mas mesmo assim pergunto: É certo que o evangelho está sendo espalhando? Não estaria ele sendo espancado, massacrado, judiado? A igreja no Brasil cresce ou incha? Senão, vejamos:
Igrejas para todos os gostos: surfistas, atletas, roqueiros, rappers, emos, sertanejos, pagodeiros, hippies, palmeirenses, corintianos, enfim, todas as tribos têm uma igreja adequada ao seu “gosto” (a gosto do freguês).
Pregações para todo gosto: prosperidade, vitória, milagres, cura, batalha espiritual e etc.
Músicas/louvores com todos os trejeitos (fetiches): Adoração extravagante, cânticos proféticos, rugido do leão, adoração com o santo shofar e etc.
Isso é crescimento cristão? Isso é a progressão do Reino? Isso é a evolução do evangelho?
Lamento, mas quando ouço de alguns cristãos, que o importante é que o nome de Jesus seja anunciado, não importa como, pergunto-me seriamente se Maquiavel não era crente.
EmCristo, Aquele que anunciou outro evangelho,
Will
